segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Para começar
Retirado da materialidade que lhe atribuíam os primeiros dicionários, o conceito de cultura parece constituir em simultâneo uma armadura vazia e um corpo à procura de conteúdo. Raymond Williams considerava-o um dos mais complexos termos da língua inglesa e, em meados do século XX, numa revisão do que os antropólogos queriam dizer com a palavra, Alfred Kroeber e Clyde Kluckhohn encontraram 164 definições. É nesta complexidade e nos seus usos, nos tempos, processos e agentes, nas apropriações do conceito de cultura que mergulharemos entre Fevereiro e Junho: entre o lugar das festas e a construção de nações, entre a produção da localidade e os contextos locais e regionais do uso da cultura, entre os fluxos de fronteira e os lugares de memória, entre processos de emblematização, patrimonialização, turistificação e mercantilização. Para tanto vos convido.
Etiquetas:
cultura,
identificações,
mercantilização,
patrimonialização,
património,
turismo,
usos da cultura
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ontem, na aula de 'documentário', o prof. JMCosta explicava que não se iria deter na definição 'teórica' do que é o 'documentário' (pela impossibilidade de o circunscrever numa clássica oposição à ficção, à teatralidade, à fantasia, situando-o num suposto domínio do real humano). Propõe antes um panorama 'histórico' do que foi sendo o 'doc', como forma de chegarmos a algum lado interessante, hoje - uma perspectiva do que pode ser o 'doc'. Esta perpectiva parece igualmente interessante ao ler a abertura deste blogue, se falamos de 'cultura'...
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